Filmes de 2015

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Resenha Terremoto - A Falha de San Andreas


Terremoto - A Falha de San Andreas

ESTE POST CONTÉM SPOILERS!!!!


Data de lançamento: 28 de maio de 2015 (Brasil)
Direção: Brad Peyton
Duração: 1h 54m
Música composta por: Andrew Lockington





Ao contrário da ácida crítica de Lucas Salgado ( AdoroCinema), sobre o filme, há muito o que dizer sobre Terremoto - A Falha de San Andreas. Honestamente, eu fiquei surpresa pela forma verídica com que o diretor, Brady Peyton, entregou a projeção ao público. Mesmo depois de Independence Day, O Dia Depois de Amanhã, 2012 e Armagedon, há algo inusitado e original na realização de Peyton. Outra divergência de opinião em relação ao texto de Salgado, foi a rotulação do longa em ser um clichê atrás do outro, o que não é verdade. Temos o herói, Ray ( Dwayne Johnson) que, apesar da aparência imponente, vive dramas reais de um pai de família comum, o cientista ( Paul Giamatti), é extremamente necessário para dar aquela credibilidade técnica aos fatos. A mulher de Ray (Carla Gugino), não tem nada de indefesa, pois, é capaz de tomar decisões vitais em momentos cruciais. Que Blake ( Alexandra Daddario), é linda, isso ninguém discorda, assim como, The Rock, é um dos maiores atores da atualidade em Hollyoody, porém, o que realmente "carrega" o filme, é a perspicácia de Peyton em associar um drama particular à uma catástrofe natural de proporções apocalípticas. A Falha de San Andreas se torna mera coadjuvante diante das fissuras indeléveis que assolam a família Gaines, Peyton deu grande ênfase ao sofrimento de Ray, pelo falecimento de sua filha menor, Mallory, e, mesmo com a eclosão do terremoto, ele e sua esposa, são obrigados a enfrentar seus demônios e a confrontar suas escolhas, e, no desfecho, dá-lhe a oportunidade de se redimir e seguir em frente.
Acredito que a ebulição de sentimentos e a catarse despertada no expectador, basicamente, similar à todos que assistiram o filme, também, foi responsável pelo bom acolhimento do roteiro, é algo que podemos chamar de um núcleo inteligente, desempenhado por personagens interessantes, que conseguem de certa forma atingir a sensibilidade de cada um.
O filme é bastante analítico e mostra de maneira nítida e real, os bastidores de um terremoto de grandes proporções, bem como, a conduta humana diante de situações de risco. Grande "tacada", também, aos efeitos visuais, que intercalaram a incidência de cenas de ação. o que condicionou um certo "break", para uma possível respiração do público. Este 'break", foi uma excelente estratégia de quem sabia o que estava fazendo, pois, em um cenário de uma tragédia dantesca, qual terremoto duraria 1h54min? Pois bem, estes intervalos possibilitaram a análise dos acontecimentos e danos causados ao cenário, para em seguida, novos eventos reiniciarem mais umas boas doses de adrenalina.
Desempenhado com muita mestria, a cena do tsunami, onde o enorme navio junto com seus gigantescos conteiners são arrastados, a magistral destruição da Ponte Golden Gate e a tradicional cena em que pessoas se abraçam se conformando com o fim iminente, foi orquestrada ao som da música de Andress Lockington.
Sem dúvida, é um daqueles filmes que sofremos, choramos e vibramos junto aos protagonistas e a cada obstáculo vencido experenciamos uma descarga positiva e bem vinda de alívio, mesmo que, sincronicamente, seja horrível pensar na morte de milhões de pessoas.
Em tempos tão opressivos, permeados por sentimentos tão egoístas, é confortante ver filmes em que é latente a luta que o ser humano empreende pela sobrevivência e a força com que se unem em busca da superação, e a frase de Ray para vencer algum perigo: "é só apoiar-se em algo sólido e se proteger", este é o triângulo da vida, é uma mensagem universal.
E quanto ao remeço, mesmo que com apologia ao ideal americano, cada expectador pode colocar sua própria bandeira como este recomeço, recomeço, que é o agora!




                                                        By Stela Bagwell