Filmes de 2015

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Os Vampiros na Literatura




Vampiros são intrigantes e misteriosos e sempre fascinaram leitores no mundo todo. A imagem da imortalidade, jovial, ardilosa e encantadora, aparecem com frequência em personagens da mitologia e literatura. A Cultura popular, tem sido a grande responsável por mistificar alguns personagens reais, Vlad, o Empalador, o grande príncipe da Romênia e Elizabeth Bathory, a condessa húngara, sempre foram mencionados como sinônimo de um mal personificado, pela forma cruel e sanguinária com que aterrorizaram seus inimigos.
A literatura, sincronicamente, tem apresentado o vampiro sob diversos ângulos, principalmente pelo egocentrismo e individualismo; pelo desejo de evasão, como o herói condenado, incompreendido e excluído pela sociedade; sob a idealização do amor, pelos elementos góticos e pela fusão entre o grotesco e o sublime. Diversas são as formas como muitos autores concretizam a imagem do vampiro, a mais recorrente tem sido a do herói, que reforça todas as outras características.
Conheçam alguns vampiros literários que inspiraram adaptações para o cinema:

                                                Drácula, de Bram Stoker


A obra do irlandês, Bram Stoker, escrita em 1897, atravessou séculos, e o personagem Drácula, tem se tornado o vampiro mais icônico desde então. Bram Stoker é o maior responsável pela popularização do mito que ganhou diversas adaptações para o cinema ( uma vez, Stephen King contou 64 produções cinematográficas envolvendo Drácula). Vários atores ficaram famosos com este papel no cinema, como, Maximiliam Schrek, com Nosferatu, em 1922. Bela Lugosi, ator húngaro, imprimiu elegância ao vampiro e Christopher Lee, representou muitas vezes o vampiro de Bram Stoker no cinema, sempre com total aprovação do público. Gary Oldmam, recentemente viveu o vampiro, na produção de Francis For Coppola.
Drácula é aquele mal antigo, personificado, criado numa era em que vampiros eram pouco ou nada domesticáveis, ele realmente dava medo.

                             Kurt Barlow - A Hora do Vampiro, de Stephen King

                  

Influenciado por Bram Stoker, em seu segundo livro, Stephen King aborda a temática vampiresca, lançando Barlow, um ser malígno, porém,. pouco ortodoxo em executar as incumbências dadas aos sanguessugas. O auotr usa como cenário o Estado do Maine, nos EUA, estado em que vive.

                                                Lestat de Lioncourt


Lestat de Lioncourt, personagem narrador dos livros Crônicas Vampirescas, de Anne Rice. Sedutor, frio e calculista, Lestat tem um lema; " Eu quero interferir nas coisas, fazer as coisas acontecerem ". No cinema, Lestat foi imortalizado por Tom Cruise, em Entrevista como Vampiro, de 1994, Lestat vampirizou Louis por sentir-se atraído pela sua beleza. Anne apresenta Lestat de um forma lírica, onde a aparência e a sociabilidade são as ferramentas perfeitas para atrair vítimas.

                                                   Louis du Pontlac

                                         

Outro personagem de Anne Rice, Louis, é um vampiro de cabelos negros e face inexpressiva, exceto pelos brilhantes olhos verdes, Louis é o tipo do vampiro amigável, contemplativo, intelectual e infeliz com sua condição condenada, no conceito de outros vampiros, Louis é fraco e sensível demais para ser imortal.

                      Damon Salvatore- Diários de um Vampiro, de L. J. Smith

                      

Os livros se tornaram grande sucesso nos Estados Unidos e no mundo, assim com a série criada pela tv americana. Damon, o típico senhor das trevas, é grande apreciador de sangue humano e sem qualquer crise de consciência para matar, moderno, porém tão ortodoxo quanto Drácula.

                            Carmilla, de Joseph Sheridan Le Fanu, de 1872

                        

Anterior à Drácula, Carmilla, uma vampira com dotes ousados e toques de lebianismo, a mais profunda representação da sedução malígna feminina. É a personagem central do conto publicado pelo irlandês Sheridan Le Fanu e uma das mais remotas manifestações vampíricas na literatura mundial. Carmilla é uma condessa, extremamente atraente e de porte aristocrático.

                     Edward Cullen - Saga Crepúsculo, de Stephanie Meyer

                              

O público sabe que Edward Cullen foge totalmente á regra em quase todos os quesitos vampirescos, porém, por representar a mais alta cordialidade e responsabilidade social e nível intelectual elevado, Edward, é o vampiro mais querido de todos os tempos. Super descolado e dotado de dons especiais, é o típico adolescente americano, só que eterno, não se alimenta de humanos, é sincero em seu amor pela humana Bela Swan. Edward é muito popular entre o público Teen.

                                          Sétimo - Os Sete, de André Vianco



Entre os vampiros brasileiros, Sétimo tem conquistado grande parte do público, ao contrário do que muita gente pensa, os autores nacionais tem se destacado bastante na literatura de terror/horror. Sétimo possui ambições tão grandiosas quanto Drácula, Kurt Barlow, inclusive, em relação a expansão de sua prole.

                                      Varney, de James Malcoln Rymer

                         

Dentes pontiagudos, unhas gigantescas, Varney arranhava as vidraças das casas de suas vítimas, fazendo um ruído semelhante ao granizo, por esse motivo ficou conhecido como, o Vampiro das Tempestades, agindo sempre em dias chuvosos.
Varney, criado pelo inglês, James Malcoln Rymer, em 1894, era famoso por sua apar~encia horripilante, sua face pálida e olhos ameaçadores, estavam sempre à espreita de jovens indefesas que eram atacadas sem nenhum remorso ou piedade. Varney, como todo ser imortal, tinha rompantes de tristeza exacerbada.

                                    Lord Ruthven, de John Polidori

                                         

Lord Ruthven, nasceu durante um desafio literário, em 1816, Lord Byron, Mary Shelley e John Polidori criaram uma disputa, onde, cada escritor deveria apresentar uma história de terror. Frankenstein, de Mary Shelley ganhou a disputa, mas Lord Ruthven ganhou vida pelas mãos, à princípio de Lord Byron, que abandonou o projeto, e posteriormente, por Polidori, que concluiu a história. O livro, The Vampyre, foi publicado em 1819, e contava a trajetória de Lord Ruthven, um vampiro inglês, que transitava entre a nobreza européia, alimentando seus insaciáveis instintos, entre um gole de champgne e outro. Lord Ruthven ficou conhecido como o mais britânico dos vampiros.

                                                  Conde de Saint-German

                                                 

O Conde de Saint-German é o personagem criado pela americana Chelsea Quinn Yarbro. Saint-German é um vampiro rico e inteligente, mas, principalmente, do bem, alquimista e farmacêutico, alimenta-se de humanos, porém, oferece-lhes sonhos agradáveis por telepatia durante as refeições. Assim como Drácula, Saint-German, leva sempre consigo um punhado de sua terra natal.

                                                          Azzo, o Cavaleiro

                                   

Localizado em algum lugar dos Cárpatos, na Romênia, está o assombrado castelo Klatka, lar de Azzo, o cavaleiro vampiro, personagem da obra, A Mysterious Stranger, de autor desconhecido, publicada em 1860. Centenário e com um profundo desprezo pelo ser humano, Azzo, interessa-se por assuntos incomuns, com a aterna aparência de um homem de 40 anos, o cavaleiro possui olhos ameaçadores e está sempre vestido com uma armadura medieval. É rude, sarcástico, porém, elegante e cortêz ao cortejar lindas donzelas. Quando convidado para um banquete, recusa a comida e faz questão de ressaltar seu gosto por líquidos quentes.

Existem outros vampiros literários que são desconhecidos da maioria do público, no entanto, nunca será tarde demais para conhecê-los, quem tiver mais personagens a acrescentar, deixe um comentário.

by Stela Bagwell